Tuco Egg

Meia Corda - Tuco Egg

Meia CordaLANÇAMENTO

Meia Corda e outras incríveis histórias medíocres de mantanha - Tuco Egg

Com muito humor, o autor conta histórias que viveu ao atravessar vales, subir montanhas, decolar do alto de serras, despencar em florestas, ser alvejado por espinhos venenosos e outras banalidades. 

Um convite à desilusão

Eventualmente surge alguém com a cara azeda me dizendo que aquele livro (Igreja entre aspas) que escrevi é contra a igreja. O sujeito resmunga um pouco, fala sobre tradição, fala que não é possível viver qualquer coisa comunitária que não se torne uma instituição. E sai ofendido com qualquer resposta que eu tente formular. Acho engraçado, porque o livro não é contra igreja nenhuma, nem as entre aspas.

Igreja. CBF ou pelada?

Tente imaginar o seguinte. Sujeito vai chegando devagar num descampado plano de terra, com uma bola embaixo do braço. Para no meio do campo, dá uma olhada geral, solta a bola, deixa bater seco no chão, enfia o pé por baixo, levanta a danada, dá uns toquinhos, se embanana todo e deixa ela rolar pra longe. Corre atrás, pisa firme na redonda, endireita a coluna e vasculha o horizonte de novo. Tem alguém vindo de lá. E mais três, do outro canto. Os olhos se revezam entre a bola e os que vêm chegando. Mais umas embaixadas até que o primeiro chegue perto o suficiente.

Qué isso mermão?

De vez em quando ainda aparece alguém com aquele papo: "Rapaz, tu tá é lôko. Que pira é essa de ficar falando mal da igreja, da bisparada, dos pastores e pastoras, dos apóstolos e apostilas. Que lance é esse de falar que os evangélicos formam um forrobodó caótico sem significado? Qué isso mermão? Não é membro de igreja nenhuma. Cuidado, bróder. Abre o olho. Se cuida que sei lá onde cê vai parar com essa onda".

Bate-papo e autógrafos com Tuco Egg na Livraria Catarinense

Em 12/07/12 aconteceu o lançamento do livro Igreja entre aspas: somos pedra ou gente? - Tuco Egg, na Livraria Catarinense do Neumarkt em Blumenau.

Num banco de praça

O profeta estava sentado num banco da praça quando ouviu o fuzuê que vinha pela rua 15. Um amontoado heterogêneo de gente trazia um homem pelo braço enquanto gritava, desordenado, coisas como "mulambento, vagabundo, preguiçoso, vadio, põe numa kombi e leva de volta pro Paraná". Eram estudantes, bancários, comerciantes e empresários, homens e mulheres, velhos, novinhos e meia vida.

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