Reflexões na Hora Silenciosa

O assunto de hoje é a leitura diária da Palavra de Deus. Um dos primeiros conselhos que jovens crentes recebem, e um dos mais difíceis de realizar ao longo da vida. Precisamos urgentemente nos reconciliar conosco mesmos, neste aspecto. O lado que aceita qualquer pretexto para fazer qualquer outra coisa e não ler a Bíblia, precisa conversar com o lado que sabe que ler a Bíblia faz bem e é muito importante.

Vida “Normal” e Vida “Devocional"

Hoje sairei da sequência do livro Caminhos de Reconciliação para falar de caminhos de reconciliação na vida dos crentes. Não da vida toda, naturalmente, vou me concentrar num aspecto: o que temos chamado de “vida devocional”. Esse jeito de falar já sinaliza uma separação. Separamos a vida “cotidiana”, “normal”, da vida “devocional”. Isso pode ser só jeito de falar, sem dúvida.

Caminhos de Reconciliação: um ano!

Olá,

Em julho do ano passado foi lançado o livro Caminhos de Reconciliação: a mensagem da Bíblia. As avaliações que nos foram enviadas, são muito boas. E você?

Céu e Terra

Deus criou um universo tendo ao mesmo tempo duas características. A primeira é uma rica diversidade, um verdadeiro festival de seres e coisas. A segunda é que, nesta fantástica diversidade, cada ser, cada coisa tem sua individualidade, o seu próprio, que o distingue de todos os outros seres e coisas. Na verdade, só verdadeira individualidade garante verdadeira diversidade, e vice-versa.

Separações: o pecado

Conteúdo e Forma (Saber e Sabor)

Nesse blog queremos conversar, de um jeito informal, sobre questões tratadas no meu livro Caminhos de Reconciliacão. Quando me perguntam se ainda vou escrever uma Teologia Sistemática, hoje eu respondo que já escrevi. Tudo que eu queria dizer, num primeiro momento, disse nesse livro. Ele carrega uma opção formal que já é, ela própria, parte do que penso que tenho a dizer. Ou seja, aqui forma já é parte do conteúdo.

Esse é o primeiro tema que quero tratar hoje: a relação entre forma e conteúdo. A distinção entre forma e conteúdo vem da filosofia, como muita coisa na teologia, mesmo que teólogos às vezes não saibam disso, ou não o admitam. Dentro de um sistema de lógica formal ou analítica, também chamada às vezes de aristotélica (ou mesmo de cartesiana), a distinção entre forma e conteúdo é um importante meio de “limpeza” ou clarificação do discurso.

Em certo sentido dá para dizer que um texto tem esses dois aspectos a que se dá o nome de “forma” e “conteúdo”. Um se refere ao jeito de escrever, outro a o que se escreve.

A sustentabilidade da criação - I

Este artigo está baseado, com modificações, no livro de Euler Renato Westphal.
Para entender: Bioética. São Leopoldo: Sinodal, 2006.

Há muito tempo ouvi uma pessoa cristã dizer: “Meu coração pertence a Jesus e o meu pulmão à Souza Cruz”. Com isso ela estava expressando a sua dependência do tabaco. Pensei comigo, aqui há algum problema na relação entre a salvação em Cristo e a vida na criação.

Segundo a Bíblia, a criação é de Deus e não pertence ao diabo. Por isso, os seres da criação tem dignidade. Muitas vezes entende-se que as coisas da criação são matéria e que esta não tem muito valor. Pensa-se que mais importantes são as coisas de natureza espiritual. Não importa o que acontece com o pulmão, o corpo, importante é a vida do coração com Jesus. O que importa é a vida da igreja, a salvação das pessoas por meio da missão e da evangelização. É verdade que isto é muito importante. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(João 3.16). É verdade que a obra de Cristo é fundamental para a vida do cristão. Entretanto, Deus não amou somente as pessoas. Ele também amou o mundo na sua totalidade. No mesmo evangelho de João é descrito que Deus amou o “Cosmo”, o universo. Deus criou o universo por amor e ele também é o mantenedor de todos os seres da criação. O mesmo Deus que nos salvou em Jesus Cristo é o Deus que preserva a criação e cuida de todos os seres que vivem na natureza. Ele nos chama a viver na criação cuidando dela e não para explorar e destruir.

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